terça-feira, 12 de julho de 2011

Cidade São Paulo

História da Cidade de São Paulo

Avenida Paulista - 1902 - Acervo Instituto Moreira Salles
A fundação de São Paulo insere-se no processo de ocupação e exploração das terras americanas pelos portugueses, a partir do século XVI. Inicialmente, osCena da Fundação de  São Paulo segundo o pintor Oscar Pereira da Silva - Arquivo SMC colonizadores fundaram a Vila de Santo André da Borda do Campo (1553), constantemente ameaçada pelos povos indígenas da região. Nessa época, um grupo de padres da Companhia de Jesus, da qual faziam parte José de Anchieta Manoel da Nóbrega, escalaram a serra do mar chegando ao planalto de Piratininga onde encontraram "ares frios e temperados como os de Espanha" e "uma terra mui sadia, fresca e de boas águas". Do ponto de vista da segurança, a localização topográfica de São Paulo era perfeita: situava-se numa colina alta e plana, cercada por dois rios, oTamanduateí e o Anhangabaú.
Nesse lugar, fundaram o Colégio dos Jesuítas em 25 de janeiro de 1554, ao redor do qual iniciou-se a construção das primeiras casas de taipa que dariam origem ao povoado de São Paulo de Piratininga.
Em 1560, o povoado ganhou foros de Vila e pelourinho mas a distância do litoral, o isolamento comercial e o solo inadequado ao cultivo de produtos de exportação, condenou a Vila a ocupar uma posição insignificante durante séculos na América Portuguesa.
Por isso, ela ficou limitada ao que hoje denominamos Centro Velho de São Paulo ou triângulo histórico, em cujos vértices ficam os Conventos de São Francisco, de São Bento e do Carmo.
Até o século XIX, nas ruas do triângulo (atuais ruas DireitaXV de Novembro e São Bento) concentravam-se o comércio, a rede bancária e os principais serviços de São Paulo.
Em 1681, São Paulo foi considerada cabeça da Capitania de São Paulo e, em 1711, a Vila foi elevada à categoria de Cidade. Apesar disso, até o século XVIII, São Paulo continuava como um quartel-general de onde partiam as "bandeiras", expedições organizadas para apresar índios e procurar minerais preciosos nos sertões distantes. Ainda que não tenha contribuído para o crescimento econômico de São Paulo, a atividade bandeirante foi a responsável pelo devassamento e ampliação do território brasileiro a sul e a sudoeste, na proporção direta do extermínio das nações indígenas que opunham resistência a esse empreendimento.
A área urbana inicial, contudo, ampliou-se com a abertura de duas novas ruas, a Líbero Badaró e a Florêncio de Abreu. Em 1825, inaugurou-se o primeiro jardim público de São Paulo, o atual Jardim da Luz, iniciativa que indica uma preocupação urbanística com o aformoseamento da cidade.
No início do século XIX, com a independência do Brasil, São Paulo firmou-se como capital da província e sede de uma Academia de Direito, convertendo-se em importante núcleo de atividades intelectuais e políticas. Concorreram também para isso, a criação da Escola Normal, a impressão de jornais e livros e o incremento das atividades culturais.
No final do século, a cidade passou por profundas transformações econômicas e sociais decorrentes da expansão da lavoura cafeeira em várias regiões paulistas, da construção da estrada de ferro Santos-Jundiaí (1867) e do afluxo de imigrantes europeus. Para se ter uma idéia do crescimento vertiginoso da cidade na virada do século, basta observar que em 1895 a população de São Paulo era de 130 mil habitantes (dos quais 71 mil eram estrangeiros), chegando a 239.820 em 1900!). Nesse período, a área urbana se expandiu para além do perímetro do triângulo, surgiram as primeiras linhas de bondes, os reservatórios de água e a iluminação a gás.
Esses fatores somados já esboçavam a formação de um parque industrial paulistano. A ocupação do espaço urbano registrou essas transformações. O Brás e a Lapa transformaram-se em bairros operários por excelência; ali concentravam-se as indústrias próximas aos trilhos da estrada de ferro inglesa, nas várzeas alagadiças dos rios Tamanduateí e Tietê. A região do Bixiga foi ocupada, sobretudo, pelos imigrantes italianos e a Avenida Paulista e adjacências, áreas arborizadas, elevadas e arejadas, pelos palacetes dos grandes cafeicultores .
As mais importantes realizações urbanísticas do final do século foram, de fato, a abertura da Avenida Paulista(1891) e a construção do Viaduto do Chá (1892), que promoveu a ligação do "centro velho" com a "cidade nova", formada pela rua Barão de Itapetininga e adjacências. É importante lembrar, ainda, que logo a seguir (1901) foi construída a nova estação da São Paulo Railway, a notável Estação da Luz.
Do ponto de vista político-administrativo, o poder público municipal ganhou nova fisionomia. Desde o período colonial São Paulo era governada pela Câmara Municipal, instituição que reunia funções legislativas, executivas e judiciárias. Em 1898, com a criação do cargo de Prefeito Municipal, cujo primeiro titular foi o Conselheiro Antônio da Silva Prado, os poderes legislativo e executivo se separaram.
O século XX, em suas manifestações econômicas, culturais e artísticas, passa a ser sinônimo de progresso. A riqueza proporcionada pelo café espelha-se na São Paulo "moderna", até então acanhada e tristonha capital.
Trens, bondes, eletricidade, telefone, automóvel, velocidade, a cidade cresce, agiganta-se e recebe muitos melhoramentos urbanos como calçamento, praças, viadutos, parques e os primeiros arranha-céus.
O centro comercial com seus escritórios e lojas sofisticadas, expõe em suas vitrinas a moda recém lançada na Europa. Enquanto o café excitava os sentidos no estrangeiro, as novidades importadas chegavam ao Porto de Santos e subiam a serra em demanda à civilizada cidade planaltina. Sinais telegráficos traziam notícias do mundo e repercutiam na desenvolta imprensa local.
Nos navios carregados de produtos finos para damas e cavalheiros da alta classe, também chegavam os imigrantes italianos e espanhóis rumo às fazendas ou às recém instaladas indústrias, não sem antes passar uma temporada amontoados na famosa hospedaria dos imigrantes, no bairro do Brás.
Em 1911, a cidade ganhou seu Teatro Municipal, obra do arquiteto Ramos de Azevedo, celebrizado como sede de espetáculos operísticos, tidos como entretenimento elegante da elite paulistana.
A industrialização se acelera após 1914 durante a Primeira Grande Guerra mas o aumento da população e das riquezas é acompanhado pela degradação das condições de vida dos operários que sofrem com salários baixos, jornadas de trabalho longas e doenças. Só a gripe espanhola dizimou oito mil pessoas em quatro dias.
Os operários se organizam em associações e promovem greves, como a que ocorreu em 1917 e parou toda a cidade de São Paulo por muitos dias. Nesse mesmo ano, o governo e os industriais inauguram a exposição industrial de São Paulo no suntuoso Palácio das Indústrias, especialmente construído para esse fim. O otimismo era tamanho que motivou o prefeito de então,Washington Luis, a afirmar, com evidente exagero: "A cidade é hoje alguma coisa como Chicago e Manchester juntas".
Na década de 20, a industrialização ganha novo impulso, a cidade cresce (em 1920, São Paulo tinha 580 mil habitantes) e o café sofre mais uma grande crise. No entanto, a elite paulistana, num clima de incertezas mas de muito otimismo, frequenta os salões de dança, assiste às corridas de automóvel, às partidas de foot-ball, às demonstrações malabarísticas de aeroplanos, vai aos bailes de máscaras e participa de alegres corsos nas avenidas principais da cidade. Nesse ambiente, surge o irrequieto movimento modernista. Em 1922,Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Luís Aranha, entre outros intelectuais e artistas, iniciam um movimento cultural que assimilava as técnicas artísticas modernas internacionais, apresentado na célebre Semana de Arte Moderna, no Teatro Municipal.
Com a queda da bolsa de valores de Nova Iorque e a Revolução de 1930, alterou-se a correlação das forças políticas que sustentou a "República Velha". A década que se iniciava foi especialmente marcante para São Paulo tanto pelas grandes realizações no campo da cultura e educação quanto pelas adversidades políticas. Os conflitos entre a elite política, representante dos setores agro-exportadores do Estado, e o governo federal, conduziram à Revolução Constitucionalista de 1932 que transformou a cidade numa verdadeira praça de guerra, onde se inscreviam os voluntários, se armavam estratégias de combate e se arrecadavam contribuições da população amedrontada mas orgulhosa de pertencer a uma "terra de gigantes".
A derrota de São Paulo e sua participação restrita no cenário político nacional coincidiu, no entanto, com o florescimento de instituições científicas e educacionais. Em 1933, foi criada a Escola Livre de Sociologia e Política, destinada a formar técnicos para a administração pública; em 1934, Armando de Salles Oliveira, interventor do Estado, inaugurou a Universidade de São Paulo; em 1935, o Município de São Paulo ganhou, na gestão do prefeito Fábio Prado, o seu Departamento de Cultura e de Recreação.
Nesse mesmo período, a cidade presenciou uma realização urbanística notável, que testemunhava o seu processo de "verticalização": a inauguração, em 1934, do Edifício Martinelli, maior arranha-céu de São Paulo, à época, com 26 andares e 105 metros de altura!
A década de 40 foi marcada por uma intervenção urbanística sem precedentes na história da cidade. O prefeito Prestes Maia colocou em prática o seu "Plano de Avenidas", com amplos investimentos no sistema viário. Nos anos seguintes, a preocupação com o espaço urbano visava basicamente abrir caminho para os automóveis e atender aos interesses da indústria automobilística que se instalou em São Paulo em 1956.
Simultaneamente, a cidade cresceu de forma desordenada em direção à periferia gerando uma grave crise de habitação, na mesma proporção, aliás, em que as regiões centrais se valorizaram servindo à especulação imobiliária.
Em 1954, São Paulo comemorou o centenário de sua fundação com diversos eventos, inclusive a inauguração do Parque Ibirapuera, principal área verde da cidade, que passou a abrigar edifício diversos projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer.
Nos anos 50, inicia-se o fenômeno de "desconcentração" do parque industrial de São Paulo que começou a se transferir para outros municípios da Região Metropolitana (ABCD, Osasco, Guarulhos, Santo Amaro) e do interior do Estado (Campinas, São José dos Campos, Sorocaba).
Esse declínio gradual da indústria paulistana insere-se num processo de "terciarização" do Município, acentuado a partir da década de 70. Isso significa que as principais atividades econômicas da cidade estão intrinsecamente ligadas à prestação de serviços e aos centros empresariais de comércio (shopping centers, hipermercados, etc). As transformações no sistema viário vieram atender a essas novas necessidades. Assim, em 1969, foram iniciadas as obras do metrô na gestão do prefeito Paulo Salim Maluf.
A população da metrópole paulistana cresceu na última década, de cerca de 10 para 16 milhões de habitantes. Esse crescimento populacional veio acompanhado do agravamento das questões sociais e urbanas (desemprego, transporte coletivo, habitação, problemas ambientais ...) que nos desafiam como "uma boca de mil dentes" nesse final de século. No entanto, como dizia o grande poeta da cidade, Mário de Andrade:
"Lá fora o corpo de
São Paulo escorre
vida ao guampasso
dos arranhacéus"
A Fundação da Cidade de São Paulo
Em 24 de dezembro de 1553, junto com um novo grupo de jesuítas solicitado por Manoel da Nóbrega, chega o irmão José de Anchieta, com 19 anos de idade. Mais tarde, este religioso viria a ser cognominado "Apóstolo do Brasil" e primeiro poeta da literatura luso-brasileira.
Logo depois do dia de Reis, o grupo sobe a serra de Paranapiacaba, em direção à Santo André da Borda do Campo, diretamente para a casa do João Ramalho, após 18 dias de jornada. No dia seguinte, tomam o caminho de Piratininga, na busca de um local para a fundação do Colégio dos Jesuítas. Escolhem uma colina chamada Inhapuambuçu, sobre o vale do Anhangabaú, e constróem um barracão que viria a funcionar como escola de catequese. Ainda na manhã de 25 de janeiro de 1554, Manoel de Paiva, que viria a ser o primeiro diretor do colégio, celebra, assistido por José de Anchieta, a missa campal que marca o início do funcionamento do Real Colégio de Piratininga.
O nome São Paulo foi escolhido porque no dia da fundação do colégio era o dia 25 de janeiro que a Igreja Católica celebra a conversão do apóstolo Paulo de Tarso, conforme informa o padre José de Anchietaem carta aos seus superiores da Companhia de Jesus:
-"A 25 de Janeiro do Ano do Senhor de 1554 celebramos, em paupérrima e estreitíssima casinha, a primeira missa, no dia da conversão do Apóstolo São Paulo e, por isso, a ele dedicamos nossa casa".

Cronologia da História da Cidade de São Paulo





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*1513- João Ramalho percorre o litoral paulista, casa com a filha de Tibiriçá e funda a Vila de Santo André da Borda do Campo.Mapa de São Paulo
*1530- O rei D. João III envia Martim Afonso de Sousa como comandante da primeira expedição povoadora ao Brasil. *1531- João Ramalho funda na borda do campo a aldeia de Santo André e lá levanta o pelourinho.
*1532- Martim Afonso passa por toda a costa brasileira e aporta em São Vicente para fundar a cidade que seria a célula mater da nação. Sobe a serra de Paranapiacaba em companhia de João Ramalho e funda a Vila de Piratininga.
*1548- É criado o Estado do Brasil, uma província da monarquia lusitana.
*1549- Chega a salvador o primeiro governador geral do Brasil, Tomé de Sousa, acompanhando do padre Manoel da Nóbrega.
*1553- Manoel da Nóbrega celebra missa campal no local do atual pátio do Colégio dos Jesuítas. Com 19 anos, José de Anchieta, cognominado o Apóstolo do Brasil, chega a Piratininga.
*1554- Em 25 de janeiro, o padre Manoel de Paiva reza a missa campal na frente do Real Colégio de Piratininga, marcando a fundação da cidade. Tibiriçá ergue a sua aldeia na colina onde hoje está situado o conjunto do Mosteiro de São Bento.
*1556- Os jesuítas inauguram em 1o de novembro o conjunto formado pelo colégio, igreja e moradias ao redor destinadas à comunidade que se formava.
*1560- Os moradores da Vila da Borda do Campo transferem-se para a Vila de Piratininga, juntamente com o Pelourinho.
*1599- Chega a São Paulo o 7o governador-geral do Brasil, D. Francisco de Sousa, que passa a comandar as primeiras expedições ao sertão.
*1601- André de Leão chefia uma entrada ao sertão pelo rio Paraíba, transpondo a Serra da Mantiqueira.
*1604- Nicolau Barreto navega pelos rios Tietê e Paraná, atinge o Guaira e retorna com indígenas aprisionados.
*1613- Pero Domingues chefia uma bandeira com o objetivo de levá-la até a foz do rio Amazonas.
*1627- Raposo Tavares comanda uma bandeira para reduzir o domínio dos jesuítas paraguaios e termina por expulsá-los das terras brasileiras.
*1635- Raposo Tavares organiza outra grande bandeira de guerra, novamente contra jesuítas do Paraguai, que haviam invadido os pampas gaúchos.
*1639- Raposo Tavares chefia 150 soldados armados, para auxiliar o conde da Torre, D. Fernando de Mascarenhas em SalvadorBahia.
*1640- Os jesuítas são expulsos pelos paulistas por defenderem a liberdade dos indígenas.
*1651- Fernão Dias Pais é eleito juiz ordinário e presidente da Câmara Municipal de São Paulo e reconstrói a abadia dos beneditinos.
*1653- Os jesuítas retornam a São Paulo após 13 anos de exílio e iniciam a construção do novo conjunto igreja e colégio.
*1673- Anhanguera chefia uma bandeira pelas terras goianas em busca de ouro e abre caminho para a descoberta das minas de Cuiabá.
*1681- Piratininga é elevada à sede de Capitania.
*1700- Borba gato apresenta em São Paulo amostras de ouro para Artur de Sá Meneses.
*1711- D. João VI eleva Piratininga à categoria de cidade com o nome de São Paulo.
*1723- O café chega pela primeira vez ao país, trazido pelas mãos de Melo Palheta.
*1745- São Paulo passa a ser sede de Bispado, concentrando o poder autoritário e de justiça.
*1808- A família real portuguesa se transfere para o Brasil, estabelecendo-se no Rio de Janeiro.
*1815- São Paulo é elevada à capital da província de São Paulo quando o Brasil é declarado Reino Unido ao de Portugal e Algarve.
*1822- D. Pedro II proclama, a 7 de setembro, nas marges do rio ipiranga, a independência do Brasil. Em outubro é aclamado imperador do Brasil, e em seguida, decreta a Constituição do Império.
*1827- É fundada em São Paulo a Faculdade de Direito, simultaneamente com a de Olinda. Criado o primeiro jornal da imprensa paulistana, o Farol Paulistano.
*1830- O jornalista e médico italiano João Batista Líbero Badaró é assassinado, em decorrência de suas posições liberais e comentários políticos irreverentes.
*1850- É promulgada a Lei Eusébio de Queirós, que proíbe o tráfico negreiro.
*1867- Inaugurada a primeira ferrovia paulista, a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, pela companhia inglesa São Paulo Railway Co., para transportar o café produzido de Jundiaí a Campinas para o porto de Santos, que se tornaria o principal escoadouro da produção cafeeira.
*1871- É promulgada a Lei do Ventre Livre, tornando livre qualquer criança nascida de escravos a partir dessa data.
*1872- São inaugurados na cidade os serviços de esgoto, abastecimento de água, iluminação a gás, além dos bondes de tração animal.
*1884- Passam a funcionar as primeiras linhas telefônicas.
*1885- É promulgada a Lei dos Sexagenários, libertando os escravos maiores de 60 anos.
*1888- É assinada a Abolição da Escravatura pela Princesa Isabel. Chegam a São Paulo 92.086 imigrantes vindos da Europa.
*1891- Inauguração da Avenida Paulista.
*1892- É concluído o primeiro Viaduto do Chá, com estrutura de madeira.
*1895- O prédio do Museu Paulista (Museu do Ipiranga) é aberto à visitação pública.
*1899- Criação do Instituto Butantã, com a finalidade de combater doenças epidêmicas.
*1900- É inaugurada a iluminação elétrica e os bondes de tração elétrica.
*1901- Inaugurada a Estação Ferroviária da Luz, projeto arquitetônico inspirado na Abadia de Westminster, de Londres.
*1905- Inauguração da Pinacoteca do Estado em novembro.
*1911- É inaugurado o Teatro Municipal, obra de Ramos de Azevedo.
*1913- O Viaduto Santa Ifigênia, com estrutura de metal e todo importado da Bélgica é inaugurado.
*1914- O Estado de São Paulo abriga 1.819.220 imigrantes dos quais 845.816 são italianos.
*1920- Washington Luís assume o poder como presidente eleito.
*1922- Realiza-se em São Paulo a Semana de Arte Moderna.
*1924- Ocorre em julho em SãoPaulo a Revolta dos Tenentistas, liderada pelo General Isidoro Dias Lopes. Após alguns dias de luta, as tropas rebeldes do Exército e da Força Pública dominam a cidade, mas são sufocadas pelas tropas do governo.
*1925- Forma-se a Coluna Prestes, reunião das revolucionárias Coluna Paulista e Coluna Rio-Grandense, com um efetivo inicial de 1.500 homens.
*1927- Os 620 sobreviventes da Coluna Prestes refugiam-se na Bolívia.
*1928- Oswald de Andrade cria o movimento literários Antropofagia, através do lançamento do ManifestoAntropofágico.
*1929- A queda da Bolsa de Nova York faz desabar o preço do café. Inaugurado o edifício Martinelli, que durante anos representará o símbolo da pujança paulistana.
*1930- A Revolução estoura e afasta do poder as oligarquias tradicionais. Em 3 de novembro, Getúlio Vargas assume o poder provisoriamente e passa a adotar uma política industrialista.
*1932- Em 9 de julho estoura em São Paulo a Revolução Constitucionalista, sufocada após 3 meses de combate.
*1933- Inauguração do Mercado Central.
*1934- É criada a USP-Universidade de São Paulo.
*1937- É proclamado o Estado Novo, que promove um rápido crescimento econômico.
*1938- Inaugurado o atual Viaduto do Chá. Francisco Prestes Maia assume a prefeitura de São Paulo apresentando o melhor trabalho urbanístico que a cidade já teve.
*1945- Getúlio Vargas é deposto pelos grupos conservadores que o haviam apoiado.
*1947- É criado o MASP- Museu de Arte de São Paulo, por iniciativa de Assis Chateaubriand.
*1948- Criação do MAM- Museu de Arte Moderna de São Paulo. Franco Zampari inaugura o TBC- Teatro Brasileiro de Comédia.
*1951- Acontece a I Bienal Internacional de Artes Plásticas de São Paulo.
*1953- É fundado o Teatro de Arena e inaugurado o Monumento às Bandeiras, de Victor Brecheret.
*1954- Em comemoração ao centenário da cidade são realizados grandes eventos e inauguradas importantes obras, como o Parque do Ibirapuera e a Catedral da Sé.
*1956- O governo de Juscelino Kubitschek instaura, com seu Plano de Metas, uma política de crescimento acelerado da economia.
*1961- Jânio Quadros renuncia à presidência
. *1964- João Goulart é deposto pelos militares.
*1968- O marechal Costa e Silva edita o Ato Institucional No 5 (AI-5).
*1974- O general Geisel assume a presidência.
*1979- É revogado o AI-5.
*1988- É promulgada uma nova Constituição.
*1990- Fernando Collor de Mello é eleito presidente do Brasil, mas destituído 2 anos depois por corrupção.
*1994- Entra em vigor o Plano Real com a função de estabilizar a economia.


Pátio do Colégio



Falar sobre o Pátio do Colégio é relembrar as origens de uma cidade - São Paulo - hoje considerada a terceira maior do mundo, e cujas marcas estão claramente fixadas no encontro de raças e na expansão do cristianismo.
Sob os olhares curiosos dos Guainás e Tupiniquins, um grupo de treze padres da Companhia de Jesus, da qual faziam parte José de Anchieta Manoel da Nóbrega, escalaram a serra do mar chegando ao planalto de Piratininga. Do ponto de vista da segurança, a localização topográfica de São Paulo era perfeita: situava-se numa colina alta e plana, cercada por dois rios, o Tamanduateí e o Anhangabaú.
Reuniram-se em torno de uma cabana construída pelo cacique Tibiriça, no planalto de Inhapuambuçu, e ali celebraram a famosa missa de 25 de janeiro de 1554. A data corresponde ao dia da conversão do apóstolo Paulo que, por sua vez, justifica o nome dado à cidade. Desde então, essa solenidade constitui-se na certidão do nascimento de São Paulo.
A humilde cabana de pau-a-pique, cujas paredes eram feitas com uma armação de paus e cipós preenchida de barro socado, desprovida do mínimo conforto,abrigava também um seminário e uma escola. Nela, José de Anchieta, fervoroso apóstolo de Cristo, iniciou seu trabalho como educador de nativos, mais conhecido como catequese. Em 1556, o padre Afonso Brás, precursor da arquitetura brasileira, foi o responsável pela ampliação da construção original,que recebeu oito cubículos para servir de residência aos jesuítas.Uma disputa entre colonos e religiosos culminou com a expulsão dos jesuítas no ano de 1640, cujo regresso só aconteceu 13 anos depois.
Um novo conjunto de colégio - onde foram instalados os primeiros cursos de filosofia, teologia e artes e uma biblioteca e capela foi construído com a volta dos jesuítas em 1653 ocupando uma área de 1.1502,52 m2. Para essa construção foi utilizada uma técnica mais aprimorada:a taipa de pilão.
Mais uma ampliação, e o Colégio foi incorporado ao edifício principal em uma ala perpendicular na lateral direita, no ano de 1745. Os jesuítas foram expulsos novamente, por decreto do Marquês de Pombal em 1759, com repecurssão mundial que resulta na supressão da Companhia de Jesus, que só será recobrada no ano de 1954. Isso provoca uma completa alteração em tudo que havia sido feito até então.
O governo então se apropria dos bens da Companhia de Jesus e o antigo casarão colonial é completamente descaracterizado por profundas reformas até se transformar no Palácio dos Governadores no período entre 1765 e 1908. Foi nessa época também que a igreja perde seu precioso patrimônio como consequência de um desmoronamento de causas desconhecidas.
Entre 1932 e 1953, o então Palácio do Governo é transformado na Secretaria da Educação o que de certa forma, dá ao edifício uma função mais próxima de sua vocação original. Finalmente, o ano de 1954 marca a retomada do projeto original. A Companhia de Jesus recebe de volta as instalações e dá-se início à reconstituição do Colégio, nos moldes da terceira construção , permanecendo remanescentes a Cripta, parte de uma parede em taipa de pilão e o antigo torreão.
Hoje, quem visita o complexo Pátio do Colégio encontra o museu Padre Anchieta, o auditório Manoel da Nóbrega, onde são realizados eventos culturais, a Galeria Tenerife,a praça Ilhas Canárias com seu Café do Pátio, a Capela Beato José de Anchieta, onde estão guardados o Fêmur de José de Anchieta e seu manto, a Cripta Tibiriçá e a Biblioteca.

São Paulo Antigamente
Viaduto do Chá (1929). Vista tomada do Edifício Sampaio Moreira, situado à Rua Líbero Badaró.
Fonte: Álbum Iconográfico da Avenida Paulista. (Benedito Lima de Toledo)


Viaduto do Chá
Fonte: Aspectos da História da Engenharia em São Paulo / 1980-1960

Fonte: Aspectos da História da Engenharia em São Paulo / 1980-1960


Vista do Pq. Anhangabaú. À esquerda o Viaduto do Chá e o teatro São José, e à direita o teatro Municipal. Sacada do palacete Conde Prates, iluminação à gás. (1924)
Fonte: A Cidade da Light 1899-1930. 

Largo do Riachuelo. À esquerda, R. Asdrúbal do Nascimento e à direita, R. Santo Amaro. No centro, sobrado
adquirido pela Light e posteriormente demolido para a construção da subestação Riachuelo. (1926)
Fonte: A Cidade da Light 1899-1930. 


Largo São Francisco (1943)
Vista do Pq. Anhangabaú, já remodelado. Ao fundo, escritório da Light em construção (1º fase) e aspectos do Viaduto do Chá, R. Formosa e jardim do Teatro Municipal. (1928) Fonte: A Cidade da Light 1899-1930. Vol. 2

Prédio da Light

Largo São Bento (1819)
Largo São Bento. Ao fundo o Viaduto e igreja de Santa Efigênia.
À direita o novo Mosteiro de São Bento. (década de 30).
Fotógrafo: desconhecido
Fonte: Arquivo de Negativos/DPH


Largo São Bento
Edifício do Correio Central. Inaugurado em outubro de 1922 como parte das
comemorações do centenário da independência.
Fonte: Aspectos da História da Engenharia em São Paulo / 1980-1960


Largo do Riachuelo
Edifício do Correio Central. Inaugurado em outubro de 1922 como parte das
comemorações do centenário da independência.
Fonte: Aspectos da História da Engenharia em São Paulo / 1980-1960

Prédio dos Correios

Av. São João
Esquina da R. Líbero Badaró com a Av. São João, quando em obras de alargamento e remodelação. À esquerda, prédio do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo; no centro, reassentamento de trilhos de bondes; à direita, ao fundo, torres das igrejas do Rosário e Presbiteriana. (1915) Fonte: A Cidade da Light 1899-1930. 


São Paulo Antigamente


Colégio Caetano de Campos

Palácio das Industrias  

Túnel Avenida 9 de Julho

Casa das Rosas 

Biblioteca Mário de Andrade

Avenida Paulista

Avenida Paulista

Edifício Banespa

Rua Augusta com Peixoto Gomide

Rua Pamplona

Rua XV de Novembro

Morro do Chá  

Aeroporto de Congonhas

Serra da Cantareira

Hospital das Clínicas 

Vila Mariana







Vale do Anhangabaú, Teatro Municipal e Hotel Esplanada, em 1934.

Bonde "camarão" (vermelho) passa pelos trilhos na Ponte da Casa Verde.

A elegância dos freqüentadores da Represa em Santo Amaro (1934).

Bonde mantido pela Light (1935).

Novo Mercado Municipal, em 1933. Arquivo/AE

Passagem do dirigível Zeppelin em 1936, sobre o Hotel Esplanada
e o Vale do Anhangabaú.

Passeio de barco no Cambuci (1935).

Observatório astronômico da Escola Politécnica, na Praça Buenos Aires (1931)

Enchente no Cambuci em 1935.

Agência Central dos Correios em 1938.

Bonde lotado na Praça da Sé, em 1937. Coleção Rotogravuras de
O Estado de S. Paulo.

Magazine Mappin na Praça do Patriarca (1937).

Praça da Sé com a nova catedral em construção (1937).

Interior da Brasserie Paulista, de Vittorio Fasano, fundada em 1903 (foto de 1939).

Praça da Sé, com a nova catedral em construção (1938).


Hospital Emílio Ribas 
A História da Prefeitura de São Paulo





A Vila dos Jesuítas (1554 - 1711) - 1554
Bandeira de São paulo
A frase escrina na bandeira "Non Ducor Duco" - traduzido do latim significa "Não sou conduzido, conduzo".
Fundada em 25 de janeiro de 1554 pela Companhia de Jesus, num barracão de taipa, a fim de ensinar o catecismo e as primeiras letras aos filhos dos colonizadores, por Manoel da NóbregaJosé de Anchieta, Manoel de Paiva e mais nove religiosos.

Cria-se o sítio do Colégio de São Paulo de Piratininga, entre os rios Tamanduateí e Anhangabaú cercando-se de algumas construções. Situado em um planalto a 760 metros acima do nível do mar e circundado por rios, oferecia ótimas condições de relevo e hidrografia.

A Vila fazia parte da Capitania de São Vicente, cujo donatário era Martim Afonso de Sousa, que chegou ao Brasil em 1532.
1560
A Vila dos Jesuitas
Mem de Sá, terceiro governador geral da colônia,
eleva São Paulo à categoria de Vila.

A população na época é de aproximadamente 80 habitantes.
Instala-se a Câmara Municipal e a Alcaidaria (o donatário da capitania nomeia o alcaide da vila).
A Câmara Municipal proíbe que os brancos escravizem os índios.
Destaca-se como nome mais poderoso da época, o de Jorge Moreira, Capitão-Mor.

Atividades da Câmara Municipal:
- Atribuições legislativas, policiais e judiciais;
- Inspeção da higiene pública;
- Recebimento de Impostos;
- Nomeação de Procuradores;
- Julgamento de conflitos públicos;
- Defesa Militar.

.1556

Alguns dos primeiros ocupantes do Governo Municipal da Vila de São Paulo, foram:
Francisco Avel - Alcaide
Francisco Peres - Alcaide e Guarda-Mor
João Ramalho - Capitão e Alacaide-Mor
Francisco Alves - Alcaide

.1586

Reinvindicação da Sede do Poder Municipal.
.1610
D. Francisco de Souza (Governador Geral) promove o Alistamento Militar Geral, a partir dos 14 anos de idade.

. 1640
Autonomia da Câmara Municipal.
Amador Bueno da Veiga é aclamado rei de São Paulo.
Os jesuítas são expulsos da Vila de São Paulo e arredores.
Os colonos sertanistas tomam o poder em lugar da Coroa Lusitana.
. 1641
Disputa entre as famílias Pires e Camargo.
Fernão de Camargo assassina Pedro Taques, líder dos Pires, devido ao aprisionamento de índios e o controle da produção agrícola.

1674/1681

Formam-se as bandeiras de Fernão Dias Pais Leme.


A ESCOLA DOS COLONIZADORES
O COLÉGIO DOS JESUÍTAS
Antes de ser uma cidade, São Paulo foi uma escola. No atual Pátio do Colégio, junto à encosta do Tamanduateí, o Colégio dos Jesuítas foi o começo da nossa cidade. A colonização do território, naquela época, teve como ponta de lança uma escola.

O processo de colonização tinha nas ordens religiosas, principalmente na Companhia de Jesus, um de seus principais instrumentos. Essa intenção de ocupação se tornava real, palpável e concreta a partir da construção de escolas. O edifício da escola materializava a nova doutrina difundida entre as crianças índias e os filhos dos colonizadores, e o papel de instrumento da colonização refletia-se no edifício. Os assentamentos de frente da ação colonizadora tinham, quase sempre, um colégio, uma escola, uma missão ou um seminário.

A reação dos índios à doutrina dos jesuítas não foi tranqüila. Ninguém passa a acreditar em um Deus de um dia para o outro. Houve resistência da cultura indígena, ao mesmo tempo que os bandeirantes paulistas, interessados em aprisionar os índios, entravam em conflito com os catequizadores. Os jesuítas foram expulsos; mais tarde voltaram e retomaram a catequese. O colégio, erguido em uma encosta, funcionava como uma fortificação: os jesuítas pensavam em se proteger tanto dos bandeirantes quanto dos próprios índios.

Sob a responsabilidade das ordens religiosas, as construções escolares, como o Colégio de São Paulo de Piratininga, começaram a configurar um padrão de escola religiosa, que abrigava a moradia dos religiosos, as salas de aula, a igreja e demais instalações. As construções tinham características de conventos e seminários. Hoje em dia, da antiga construção do Pátio do Colégio só resta um segmento de parede em taipa de pilão e as catacumbas sob a igreja.


Em 1653, os jesuítas conseguiram dominar os índios e começaram a impor sua doutrina novamente. Foi construído um anexo ao colégio, onde foram instalados paulatinamente os primeiros cursos de filosofia, teologia, artes, biblioteca e capela, ocupando uma área de mais de mil metros quadrados. Para essa construção foi utilizada a técnica da taipa de pilão, em que as paredes são feitas de barro comprimido em formas de madeira.

Em 1745, houve outra ampliação, e em 1759 a ordem jesuíta foi expulsa por decreto do Marquês de Pombal, responsável pela Secretaria de Negócios Estrangeiros durante o reinado de d. José em Portugal. O governo apropriou-se dos bens da Companhia de Jesus, e o antigo casarão colonial foi completamente descaracterizado por profundas reformas. Entre 1765 e 1908, funcionou como Palácio dos Governadores. Nesse período, um desmoronamento resultou na perda do precioso patrimônio da igreja. Em 1932, o Palácio do Governo foi transferido e o velho colégio passou a abrigar a Secretaria da Educação, que lá permaneceu até 1953. O edifício assumia uma função mais próxima de sua vocação original.

O ano de 1954 marca a retomada do projeto original. A Companhia de Jesus recebe de volta as instalações e dá-se início à reconstituição do conjunto, nos moldes da terceira construção, quando o prédio ainda era colégio e não edifício público, e permanecem, remanescentes, a cripta, parte de uma parede em taipa de pilão e o antigo torreão. Atualmente o conjunto abriga o Museu de Anchieta, com peças da ordem religiosa do período da colonização do Brasil.
Escola, seminário, Palácio do Governo, Secretaria de Estado e museu. Por todas essas transformações passou o sítio onde se originou a cidade de São Paulo.

É importante lembrar que a urbanização da nossa cidade teve na escola a referência para sua definição original.

A história do Pátio do Colégio se confunde com a da cidade de São Paulo.

A execução pioneira da construção original, suas reformas, sua destruição, a construção para abrigar outro uso, de novo a destruição e finalmente a construção de uma réplica (o que conhecemos hoje como o Pátio do Colégio é uma reconstituição quase caricata do edifício original) são etapas reveladoras de um processo pelo qual passou e passa a nossa cidade.


São Paulo foi fundada, em 25 de janeiro de 1554, no atual Pátio do Colégio, onde um grupo de 12 jesuítas -dos quais fazia parte o ainda adolescente José de Anchieta- comandados por Manoel de Paiva e a mandado de Manoel da Nóbrega, celebraram uma missa inaugural.
Foram esses jesuítas que fizeram o aldeamento da Vila São Paulo de Piratininga -nome que significa peixe podre.
Essa fundação limitou a cidade à chamada ''colina histórica'', à região que vai do vale do Anhangabaú à praça da Sé.
A primeira fortificação de São Paulo foi construída pelos jesuítas e pelos índios, os quais eram comandados pelos chefes Tibiriçá e Cauibi, exatamente onde é hoje o Pátio do Colégio.
O Pátio do Colégio foi o ponto onde se centralizou a nova cidade, São Paulo de Piratininga. Lá, ocorriam reuniões dos vivos e eram enterrados os mortos.
Tempos depois, em 1556, sobre a primitiva capela do lugar nasceria uma igreja, acrescida de um grande colégio.
No dia 1º de novembro desse mesmo anos, ao ser inaugurada a igreja nova do Colégio, foi feita uma representação do drama da Paixão, com a ativa participação de jovens índios discípulos de Anchieta.
A primeira prova de resistência dessa primeira construção ocorreu em 1561 por ocasião dos ataques dos tamoios, guainás e carijós. A defesa de São Paulo de Piratininga foi comandada pelo índio Tibiriçá.
No início São Paulo era uma cidade sitiada pela serra do Mar. Só cavalos e burros cruzavam os 800 metros de altitude que separavam a cidade do mar. O crescimento populacional ilustra o isolamento. Em 1554, São Paulo tinha cerca de cem habitantes. Em 1872, eram 19 mil. Em três séculos, a cidade cresceu o que a Grande São Paulo cresceria em duas horas em 1982.
Em 1759, devido às expulsões dos jesuístas promovidas pelo Marquês de Pombal, aconteceram grandes transformações. A então capitania de São Paulo recebeu como governador D. Luís Antônio de Sousa Botelho Mourão.
Anos mais tarde, em 1793, o Pátio do Colégio recebeu a Casa da Ópera.
A nova Casa da Ópera obedeceu a padrões da época. Foi construída com barro socado dentro de formas de madeira conhecidas como taipas, a consolidação das paredes foi feita com troncos finos e a caiação com tabatinga (argila sedimentar, mole, untuosa, e com certo teor de matéria orgânica) e a proteção das paredes feita por salientes beirais.
A Casa da Ópera foi dirigida pelos estudantes de direito e era também conhecida como "Teatrinho do Palácio". Funcionou até 1860.
Em 1808, foi construído o primeiro paredão do Largo do Piques (Ladeira da Memória), ponto de chegada para as caravanas que entravam na cidade vindas do sul e do oeste do Estado, de taipa e pilão. Em 1814, Daniel Pedro Muller -engenheiro responsável pela construção da Estrada do Piques e canalização do tanque Reuno, que iria abastecer o Jardim da Luz- construiu a pirâmide e o chafariz do Piques.
O Largo da Memória acabou tornando-se ponto de convergência de caminhos, onde encontravam-se viajantes e tropeiros, que desfrutavam de ampla vista da então pequena cidade de São Paulo, fincada no outro lado do vale do Anhangabaú.
Em 1820, segundo Afonso de Taunay, a Sé tinha como apêndice as "freguesias do Bom Jesus do Brás e Santa Ephigenia". A Sé era divida em Sé Sul com nove quarteirões e Sé Norte, com 19 quarteirões. Os limites geográficos eram definidos pelos rios Tamanduateí e Anhangabaú.
Em 1857, a pirâmide, o paredão e o entorno do Largo da Memória são iluminados.
Em 1860, foi construída uma caixa d'água para abastecer a Freguesia da Sé na rua Cruz Preta, atual Quintino Bocaiúva, e também foi feito a arborização dos principais largos paulistanos. Em 1864, foi inaugurado o Teatro São José, no Largo São Gonçalo, local que hoje corresponde aos fundo da catedral da Sé.
As igrejas do Largo da Sé e de São Pedro da Pedra, em 1869, passam por reformas, as quais se estenderam até 1871.
Começa então a chegada em massa de imigrantes para trabalhar na colheita do café. Entre 1870 e 1880 a urbanização de São Paulo torna-se acelerada.
No ano de 1872, ao final das reformas nas igrejas, o Largo da Sé recebe instalações de iluminação a gás e, em 1873, o largo recebe calçamento e paralelepípedo. Nesse mesmo ano, é construída uma escada de pedra unindo a Ladeira do Piques (Ladeira da Memória) à rua do Paredão, atual rua Xavier de Toledo.
Em 1885, o corpo de bombeiros muda-se para praça Clóvis Bevilácqua, onde está instalado até hoje.
A partir da metade do século 19, a cidade de São Paulo passa por grandes transformações em seus espaços. Foram feitas melhorias urbanas como alargamento de ruas, calçamentos, canalização de água e iluminação pública. A República, por sua vez, fez com que as ruas que possuíam nomes ligados à história do Império fossem alterados e enquadrados à nova organização política do país.
Nessa época, o Largo da Sé, cuja tradição estava ligada às manifestações religiosas, passa então por várias reformas para adequar-se aos novos tempos. Em 1911, a igreja de São Pedro da Pedra, edificada no terreno do então largo da Sé, onde hoje se localiza o edifício da Caixa Econômica Federal, foi demolida. Da mesma forma, a antiga igreja da Sé e várias ruas do centro desaparecem para possibilitar a criação de uma nova e grande praça, assim como também para poder receber a construção de uma nova catedral, a catedral da Sé.
Ao todo foram destruídos 2 quarteirões completamente edificados para possibilitar a construção da nova praça.
No ano da Semana de Arte Moderna, 1922, é inaugurado na Sé o palacete Santa Helena que, por coincidência, foi o local onde se formou, em 1934, o Grupo Santa Helena, de artistas que se reuniam no Palacete Santa Helena, nº 43 (posteriormente nº 247) da antiga Praça da Sé, convivendo, até o final da década, em salas transformadas em ateliês. O grupo nasceu em meio às transformações sociopolíticas da Revolução de 1930. Era constituído por Aldo Bonadei (1906-1974), Alfredo Rullo Rizzotti (1909-1972), Alfredo Volpi (1896-1988), Clóvis Graciano (1907-1988), Fulvio Pennacchi (1905-1992), Humberto Rosa (1908-1948), Manoel Martins (1911-1979), Mário Zanini (1907-1971) e Francisco Rebolo Gonsales (1902-1980). Foi também em 1934 que foi implantado o Marco Zero na Praça da Sé.
No ano do 4º centenário, a catedral da Sé foi inaugurada, porém ainda não estava totalmente concluída.
Em 1969, o Metrô abre concorrência para a construção de uma estação central, denominada Clóvis Bevilácqua. Em 1971, o Palacete Santa Helena é demolido e, em 1978, o metrô da Sé é inaugurado e a Praça da Sé é reaberta totalmente remodelada.
Em 1984, durante a campanha das Diretas-Já, a Praca da Sé reafirmou sua tradição de palco dos eventos políticos e abrigou um dos maiores e mais importantes comícios da campanha.
No início da década de 90, é feita a instalação, na Casa nº1, no Pátio do Colégio, da Divisão do Arquivo Histórico Municipal.



Vale do Anhangabaú



É impossível afirmar quando o Vale do Anhangabaú foi fundado, mas os primeiros registros mostram que, em 1751, o governo estava preocupado com um vale aberto por Tomé Castro na região entre o rio e um lugar onde se tratava a água chamado "Nhagabaí".
Mas até 1822 a região não passava de uma chácara pertencente ao Barão de Itapetininga (depois da Baronesa de Tatui), onde se vendia agrião e chá. Lá, os moradores precisavam atravessar a Ponte do Lorena para chegar do outro lado do morro, dividido pelo rio. Como esse caminho era muito tortuoso, foi transformado em rua em 1855, era a Rua Formosa.
Por volta de 1877, começou a que pode ser considerada "urbanização" da área, com a idealização do Viaduto do Chá (inaugurado somente em 1892), a subseqüente desapropriação de chácaras no local e o projeto do engenheiro Alexandre Ferguson de construir 33 prédios de cada lado do vale para serem alugados.
Curiosidades:
* O nome Anhangabaú tem várias possíveis origens e alguns significados diferentes, confira:
- Anhanga: o mesmo que anhã. Gonçalves Dias escreveu Anhangá, talvez por necessidade do verso;
- Anhangaba: diabrura, malefício, ação do diabo ou feitiço;
- Anhangabahú: anhangaba-y, rio do malefício da diabrura, do feitiço;
- Anhangabahy: o mesmo que anhanga-y, rio ou água do mau espírito.
* No século XVII, as águas do Anhangabaú eram usadas para as necessidades caseiras: lavar roupas e objetos e até mesmo tomar banho. O rio hoje está canalizado mas suas nascentes estão ao ar livre, entre aVila Mariana e o Paraíso, desaguando no Tamanduateí.
Depois de muito tempo de total descuido, em 1910, foi feito o ajardinamento do Vale do Anhangabaú, resultando na formação do Parque do Anhangabaú. Ele foi reformulado na primeira gestão do prefeito Prestes Maia(1938–1945), com a criação de ligações subterrâneas à Praça Ramos de Azevedo e a Praça Patriarca.Esta última passagem é hoje conhecida como Galeria Prestes Maia.
Central dos Correios está localizada no Anhangabaú, mais precisamente na Avenida São João. Porém ela está em reformas e só deve ser reaberta em 2002.
Em 1991, foi construída uma alça de ligação no Parque do Anhangabaú para ligar as avenidas 9 de Julho e a 23 de Maio. Há hoje um túnel que permite a passagem dos veículos que atravessam o Centro no sentido norte-sul e vice-versa.


Teatro Municipal









Vista Exterior do Edifício e ArredoresNo fim do século passado, a aristocracia paulistana pedia uma casa de espetáculos que pudesse receber as grandes companhias estrangeiras. Em 1900, a cidade contava apenas com o Teatro São José, que, depois de um incêndio, não tinha condições de acomodar os espetáculos estrangeiros. Decidiu-se então construir um novo espaço para atender às necessidades culturais da cidade que crescia a olhos vistos.
O edifício seria levantado em um terreno no Morro de Chá e a obra comandada pelo arquiteto Ramos de Azevedo - que depois emprestaria o nome à praça que fica bem em frente ao teatro. O terreno foi comprado em 1902 e os trabalhos começaram no ano seguinte. Ramos de Azevedo já sabia exatamente como seria o prédio: uma réplica menor da Ópera de Paris. Em 12 de setembro de 1911, o Teatro Municipal foi inaugurado, com apresentação do célebre barítono italiano Titta Ruffo, interpretando Hamlet, do francês Ambroise Thomas.
Feito para ter o palco ocupado quase que exclusivamente por óperas, o Municipal demonstrava, dez anos após sua inauguração, que não estava limitado às árias e ao lirismo, para tristeza e irritação dos puristas. Nos anos 20, os paulistanos puderam apreciar as performances das bailarinas Anna Pavlova e Isadora Duncan. Na mesma década, abrigou a Semana de Arte Moderna, que teve entre seus maiores expoentes Mário e Oswald de Andrade, Villa-Lobos, Anita Malfatti e Tarsila do Amaral.
Nos anos que se seguiram, a opulência do Municipal foi desaparecendo lentamente por causa das novas construções e hábitos da cidade. As Lojas Anglo-Americanas (antigo Mappin), o prédio do Banespa, o Hotel Esplanada (na época, o mais elegante de São Paulo, atualmente sede do grupo Votorantim), transformaram a função cultural que os arredores do teatro tinham em sua origem.
O teatro foi reformado duas vezes: uma na gestão do prefeito Faria Lima, quando as paredes foram pintadas e o lustre central da platéia, de 360 lâmpadas, regulado e o projeto original descaracterizado. A outra começou na administração de Jânio Quadros e foi concluída pela prefeita Luiza Erundina. Nesta, procurou-se preservar e restaurar o trabalho de Ramos de Azevedo. A fidelidade foi tanta que a fachada externa foi restaurada com arenito vindo da mesma mina que forneceu o material para a construção do início do século.
Teatro Municipal - InteriorMuitos artistas puderam visitar a cidade e se apresentar no Municipal. Foram vários os nomes importantes no palco: interpretando óperas, Enrico Caruso, Maria Callas, Bidu Sayão e Tito Schipa; na regência, o maestro Arturo Toscanini. A arte dramática foi representada com o melhor produzido dentro (Procópio Ferreira e Cacilda Becker) e fora (Viven Leigh, Raymond Jérôme) do País.


Endereço: Viaduto do Chá/Praça Ramos de AzevedoCentro 
Telefone: (011)3223-3022
Horário: das 9 às 17horas


Bairro Santo Amaro





Da aldeia dos índios guaianases à beira do rio Jeribatiba (Jerivá – palmeira que produz cocos e tiba – abundância), na localidade de Ibirapuera (mata grande), a aldeia do cacique Caá-ubi será base da futura cidade de Santo Amaro.
Em junho de 1556 na Capitania de São Vicente os jesuítas estavam repartidos em três locais determinados pelo Padre Provincial dos Jesuítas - Manoel de Nóbrega: Casa de São Vicente (São Vicente); - Casa de São Paulo da Companhia de Jesus (São Paulo) e Jeribatiba (Santo Amaro), locais onde os jesuítas realizavam trabalhos de catequese e educação de crianças índias e mamelucas. José de Anchieta vindo do povoado de São Paulo de Piratininga (São Paulo), em uma das várias vezes que visitou a Aldeia de Jeribatiba percebeu que devido ao número de índios catequizados e colonos instalados na região, que era possível constituir ali um povoado, idéia aprovada pelos moradores. Para tanto se fazia necessário a ereção de uma capela, e para este fim precisava-se de uma imagem a quem esta capela seria dedicada. Sabia-se que pela região de Cupecê moravam João Paes e sua esposa Suzana Rodrigues, possuidores da imagem de um santo de sua devoção, que ao saberem da proposta de Anchieta da criação de um povoado doaram a imagem de Santo Amaro (imagem até hoje preservada) para a capela “feita de taipa de pilão, não forrada”.
Era uma época pioneira marcada por fatos notáveis como os relatos de milagres de José de Anchieta lá na Aldeia de Jeribatiba; dos registros sobre o caminho dos índios guaranis que passando por Ibirapuera ia até a Cidade do Paraguai (Assuncion – no Paraguai) ou ainda da criação em Ibirapuera da do primeiro engenho de ferro do Brasil, com minérios existentes na região, isto em 1606. Em 1686, o Bispo do Rio de Janeiro D. José E. Barros Alarcão confirma a capela curada em Ibirapuera, distrito de São Paulo, elevando assim o povoado a categoria de freguesia com o nome de Santo Amaro.E por muito tempo a região será conhecida por diversos nomes indígenas como: Birapuera; Virapuera; Ibirapuera; Geribatiba; Geribativa; Jeribatiba; Santo Amaro de Virapuera; Santo Amaro de Ibirapuera, até que tomasse definitivamente o nome de Santo Amaro.
Em 1829, ocorre a primeira instalação efetiva de uma colônia de imigrantes alemães no Estado de São Paulo, isto na região de Santo Amaro (Parelheiros ).
A 7 de abril de 1833, cumprindo determinação da Câmara Municipal de São Paulo, reúne-se o eleitorado paroquial, elegendo 7 vereadores para a constituição do legislativo da cidade de Santo Amaro, agora sim desvinculada e autônoma. A partir de então Santo Amaro adquire as feições de uma cidade vigorosa.
1835 - Criam-se corpos militares da Guarda Nacional em Santo Amaro, dois de infantaria e um de cavalaria.
1841 - Escola Pública.
1868 - Primeiro jornal “Santo Amaro”.
1885 - Inauguração da iluminação a querosene.
16 de novembro de 1886, inauguração da linha férrea de São Paulo a Santo Amaro e visita a Santo Amaro pelo Imperador Dom Pedro II e Dna. Leopoldina. 
1894 - Mercado (atual Casa de Cultura).
1896 - Jardim Público (atual Praça Floriano Peixoto).
1899 - Inauguração da Santa Casa de Misericórdia e Capela (na atual localização).
1910 - Inauguração do prédio do Grupo Escolar de Santo Amaro, denominado posteriormente Grupo EscolarPaulo Eiró (atual Praça dos Mosaicos).
1924 - Inauguração da Matriz de Santo Amaro (atual Catedral de Santo Amaro)
1931 - Fundação do Conservatório Musical de Santo Amaro.
1932 - Plano de reurbanização de Santo Amaro (pelo Engenheiro Alfredo Agache).
1935 - Decreto de 22 de fevereiro de l935, n.º 6983 - O Governo do Estado de São Paulo, determina a extinção da cidade de Santo Amaro, incorporando-a ao município de São Paulo.
Mas, povo ethéreo, não temas
Que os custosos dïademas
Tornem ao seio do nada:
Deus te zela, e Deus não morre !
Entre as convulsões do mundo,
Sobre o mar que ruge infrene,
Influxo misterïoso
Verterás doce e perene.
Paulo Eiró, Filhas do Céu
1854
(verso na grafia original)

Prédio da Light









Projetado como sede da Light (empresa de origem canadense antecessora da atual Eletropaulo Metropolitana), o edifício Alexandre Mackenzie, denominação oficial do conjunto, teve seu projeto desenvolvido em duas etapas. A primeira fase ­ aquela cuja face mais extensa volta-se para o viaduto do Chá ­ foi concluída em 1929 e executada pelo Escritório TécnicoRamos de Azevedo. A segunda, voltada para a rua Formosa, de 1941, tem autoria do escritório Severo & Villares (sucessor de Ramos de Azevedo). Nessa etapa, foi projetada uma torre que acabou não sendo construída. Até os anos 70, milhares de funcionários da concessionária de energia elétrica circulavam pelo prédio edifício, que também continha um grande refeitório, uma praça interna e um cinema que exibia filmes de sucesso durante o horário de almoço.
No final do ano de 1999, um dos mais conhecidos prédios do centro de São Paulo, a antiga sede da Light, reabriu depois de passar por reconversão de uso e transformar-se em um moderno shopping center. A reciclagem restaurou aspectos da histórica fachada e deu novo destino a suas áreas internas. Conservou, porém, as proporções e detalhes arquitetônicos compatíveis com o novo uso.
Poucos paulistanos lembram-se do antigo prédio da Light, na esquina da Rua Xavier de Toledo com o Viaduto do Chá, região central da cidade, com os pequenos toldos vermelhos cobrindo sua múltiplas janelas. Elementos que atenuam o aspecto senhorial da construção idealizada, em sua primeira fase, pelo escritório canadense Preston e Curtis, eles foram reconstituídos na conversão recentemente concluída. A recomposição de um elemento histórico, já dissociado da memória coletiva, está ali como a assinalar o novo uso, suavizando as portentosas fachadas.
O mérito do projeto não está só na cuidadosa recuperação das áreas externas, incluindo a recomposição de detalhes originais perdidos ou alterados ao longo dos anos. Seu aspecto mais significativo é demonstrar que o uso ativo e intenso não é incompatível com a preservação de edifícios históricos.
O projeto de Faggin conservou as características gerais do espaço existente e, para suprir o programa de necessidades do shopping, concentrou numa edificação anexa, nova, as áreas de circulação vertical e a infra-estrutura necessária.
Os detalhes arquitetônicos da antiga construção revelam-se no pavimento "rés-do-chão", principal acesso ao shopping. Por exigência dos órgãos de patrimônio, ele não pôde ser fragmentado. Dão idéia da concepção original os lambris de madeira que revestem parte das paredes e que foram recuperados; as belas (e recompostas) clarabóias nos poços de iluminação sobre pisos translúcidos; e os elegantes lustres, que passaram por criteriosa manutenção. Da mesma forma, em todos os pavimentos, houve a restauração das escadas e elevadores do prédio antigo.
Praça da Sé



Da Sé que começou a nascer em 1.588, quando se instalou ali a Câmara de São Paulo, nada mais resta a não ser registros em livros. Ao longo dos séculos, a praça sofreu alterações, destruições e reconstruções.A própria denominação de praça só começou a ser utilizado por volta de 1.911, ano em que teve início a construção da atual Catedral da Sé, só inaugurada - sem as torres, concluídas em 69 - em 1.954. Antes, foi Páteo e Largo, sempre abrigando um igreja modesta .
Com a Catedral, a praça passou a ser um ponto de encontro, comércio e trânsito intensos. Na primeira metade deste século, foi o local preferido para a realização de comícios e manifestações políticas: as idéias da Revolução de 32 surgiram nas escadarias da igreja, palco de grandes oradores. Em torno da praça, damas com longos vestidos e cavalheiros de terno e chapéu se reuniam nos cafés, apreciando o movimento dos bondes.
A cidade cresceu, as pessoas mudaram, São Paulo se transformou numa megalópole. E a década de 70 trouxe a última e mais radical mudança da praça. A chegada do metrô transformou a Sé numa superpraça que engoliu a vizinha praça Clóvis Bevilacqua para abrigar a principal estação da cidade.
Foi preciso demolir o velho Teatro Santa Helena, implodir o edifício Mendes Caldeira, arrasar um quarteirão inteiro. Em troca, o marco zero ganhou o realce de uma alameda de palmeiras imperiais, que ganharam maior destaque em 98, quando foram retirados os camelôs que ocupavam toda a área; o espelho d'água realça o conjunto arquitetônico formado pela Catedral e o Palácio da Justiça.
Museus de São Paulo


Museus de São PauloMuseu Lasar Segall
www.museusegall.org.br
Museus de São PauloMuseu Paulista
www.mp.usp.br
Museus de São PauloPinacoteca do Estado
www.pinacoteca.org.br
Museus de São PauloCasa da Cultura
www.casadacultura.org
Museus de São PauloCasa das Rosas
www.casadasrosas.sp.gov.br
Museus de São PauloCCBB - Centro Cultural Banco do Brasil
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Museus de São PauloCentro Britânico Brasileiro
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Museus de São PauloFUNARTE - Fundação Nacional de Artes
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Museus de São PauloIMS - Instituto Moreira Salles
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Museus de São PauloInstituto Tomie Ohtake
www.institutotomieohtake.org.br
Museus de São PauloItaú Cultural
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Museus de São PauloMAB - Museu de Arte Brasileira
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Museus de São PauloMuseu Memória do Jaçanã
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Museus de São PauloMAC - Museu de Arte Contemporânea
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Museus de São PauloMAM - Museu de Arte Moderna
www.mam.org.br
Museus de São PauloMASP - Museu de Arte de São Paulo
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Museus de São PauloMemorial da América Latina
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Museus de São PauloMIS - Museu da Imagem e do Som
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Museus de São PauloMuseu Afro Brasil
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Museus de São PauloMUBE - Museu Brasileiro de Escultura
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Museus de São PauloMuseu Casa de Portinari
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Museus de São PauloMuseu da Aeronáutica
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Museus de São PauloMuseu da Casa Brasileira
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Museus de São PauloMuseu de Arte Sacra
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Museus de São PauloMuseu do Computador
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Esculturas de São Paulo
Largo do Arouche
Título: Depois do Banho
Autor: Victor Brecheret
Natureza: Escultura
Localização:
Largo do Arouche
Título: A Menina e o Bezerro
Autor: L. Christophe
Natureza: Escultura
Localização:
Largo do Arouche
Título: Afonso D'Escragnolle Taunay
Autor: Claudie Dunin
Natureza: Herma
Localização:
Largo do Arouche
Título: Carolina Ribeiro
Autor: Luiz Morrone
Natureza: Herma
Localização:
Praça da República
Título: Luiz Gama
Autor: Yolando Mallozzi
Natureza: Busto
Localização:
Largo do Arouche
Título: José Augusto César Salgado
Autor: Luiz Morrone
Natureza: Herma
Localização:
Largo do Arouche
Título: J.E. Macedo Soares
Autor: Luiz Morrone
Natureza: Cabeça
Localização:
Largo do Arouche
Título: José Pedro Leite Cordeiro
Autor: Luiz Morrone
Natureza: Herma
Localização:
Largo do Arouche
Título: Vicente de Carvalho
Autor: Ettore Ximenez
Natureza: Busto
Localização:
Largo do Arouche
Título: Aureliano Leite
Autor: Luiz Morrone
Natureza: Herma
Localização:
Largo do Arouche
Título: César Otávio Augusto
Autor: replica de Augusto di Prima Porta - Liceu de Artes e Ofícios
Natureza: Estátua
Localização:
Largo do Arouche
Título: Índio Caçador
Autor: João Batista Ferri
Natureza: Escultura
Localização:
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Praça da República
Título: Bernardino de Campos
Autor: Luiz Morrone
Natureza: Herma
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Praça da República
Título: Caetano de Campos
Autor: Amadeo Zani
Natureza: Herma
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Autor: Amadeo Zani
Natureza: Busto
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Autor: Vicente Larroca
Natureza: Busto
Localização:
Praça da República

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